
A pesquisa sobre a sexualidade de uma espécie de lulas, levada a cabo por cientistas norte-americanos, conduziu a uma descoberta curiosa, que se prende com os hábitos de acasalamento.
Esta espécie, a octopoteuthis deletron, foi estudada ao longo de duas décadas, período durante o qual foram recolhidas imagens subaquáticas, bem nas profundezas dos oceanos, onde este tipo de lulas vive.
Segundo explica Hendrik Hoving, do Instituto Aquático de Monterey (EUA), a bissexualidade desta espécie foi provada depois de encontrados espermatozoides em machos e fêmeas, de forma indiferenciada.
“Uma vez que a localização dos espermatozoides é semelhante nos dois sexos, significa que os machos acasalam com os dois sexos", explicou Hendrik Hoving.
A elevada quantidade de espermatozoides detetada indicia que estas lulas pretendem multiplicar-se no meio onde sobrevivem. Nesse sentido, têm uma atividade sexual muito intensa.
O estudo foi publicado na revista Biology Letters e só foi possível graças a aparelhos controlados de forma remota, que foram colocados no fundo das águas costeiras da Califórnia, entre 400 e 800 metros de profundidade.
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